Vigilância Solidária – Um primeiro contato para Leigos como Eu

March 18, 2017 no comments Posted in Análise de Dados

Sempre tive interesse sobre questões de monitoramento, talvez eu seja um “control freak” mas prefiro pensar que sou “measurement freak”, ou seja quero saber o estado das coisas para então poder falar sobre com mais propriedade.

Com o aumento da violência em várias cidades do país aumenta a procura por sistemas de vigilância. Em geral se busca monitorar o que se passa procurando tornar os locais menos atraentes para os eventos ou para identificar culpados em caso de eventos terem acontecido. Um processo custoso e sobre o qual temos limitado alcance, em geral apenas a nossa propriedade ou arredores próximos.

Uma solução interessante no campo da vigilância por câmeras seria compartilhar com os vizinhos um sistema que atendesse a todos.

Assunto complicado no Brasil, dada a nossa aversão a ações comunitários.

A Adriana Calcanhoto disse uma vez que cariocas detestam sinais vermelhos, eu adicionaria que brasileiros detestam atuar de forma solidária e coordenada. Há sempre uma esperança que o Tio Estado vá resolver tudo.

Uma pena, mas vamos supor que você tem um grupo de vizinhos, moram relativamente perto e querem ter um sistema comum, quais são as suas opções?

Ai começa o problema.  Temos opções demais.

Aqui no meu bairro surgiu essa discussão e a primeira solução apresentada foi instalar um sistema de câmeras analógicas ligadas a um DVR que ficaria na casa de alguém, um ou mais monitores de tv e até um no-break em caso de falta de energia.

Epa, epa epa ..  Muitos termos novos para mim.

Antes de navegar por opções é bom frisar que esse problema tem várias facetas:

1) seleção, aquisição e instalação das câmeras,
2) acesso as imagens,
3) a vigilância em si e
4) medidas defensivas ou de retaliação.

Veja que se você pensar em pelo menos 3 opções para cada item estaremos falando de 3 x 3 x 3 x 3 = 81 alternativas para comparar, logo vamos devagar com andor e tentar simplificar as coisas.

Câmera Analógica versus Câmeras IPs.   DVRs, monitores e no-break.  Bem, no-break é fácil, monitor é uma TV, sem problema, tipos de câmeras analógicas e DVRs?

Veja eu não quero saber como instalar (necessáriamente) quero informações enquanto cliente que sejam suficientes claras para que eu possa tomar a melhor decisão possível quanto as opções apresentadas, entre os critérios vai estar o custo da solução.

O que fiz então, sai pesquisando via Google o que tinha por aí.  Não sou um especialista, aviso novamente, apenas um cliente em potencial.

Vamos lá.

O que é um sistema câmeras + dvr?

  • É um conjunto de câmeras conectados por cabos ou não que se ligam a um aparelho central o DVR que armazena as imagens e que eventualmente pode estar conectado a uma rede privada ou a internet.
  • As câmeras podem ser analógicas, digitais ou híbridas e são os sistemas mais comumente usadas em condomínios, edifícios ou estabelecimentos comerciais, em parte por que custam cada vez menos. Já podemos encontram kits de 4 câmaras + DVR por algo em torno de R$ 500,00. Está tão comum que já podemos encontrar até em redes de supermercados.

Se você está um condomínio, tem um porteiro ou vigilante, ou sistema de vigilância a distância esse sistema é o mais indicado, pois existem pessoas em um ponto central a olhar todas as câmeras. Entretanto eu questiono a capacidade de uma pessoa perceber o que está acontecendo se o número de câmeras aumentar acima de um certo número. Talvez o limite humano deva ser 4, 8 câmeras, sem contar o cansaço, a rotina, as distrações.

Mas e se você não é condomínio?  Não é uma associação, nem pretende formar uma com CNPJ?  Como conciliar interesses de pessoas tão diferentes?  Na casa de quem vai ficar a central?  Quem vai olhar as câmeras (acesso e vigilância)? Como fica a questão da partilha das coisas em desfazimento da consórcio de vizinhos?

Ok, uma pausa, sim, podemos compartilhar as imagens capturadas pelo DVR via internet e vigilância passa a ser coletiva. Moradores olhando peridicamente para as câmeras podem de forma aleatória serem mais atentos a situações anormais de que apenas um vigilante.

Aqui temos a opção baseada em DVR melhorada.

 

Melhorou bastante. Existem variantes, no lugar da internet podemos ter um rede privada, ou rede privada sob internet (vpn), onde apenas as casas conectadas por cabos diretamente recebem as imagens. Outra possibilidade são as areas disponibilizadas pelos fabricantes dos equipamentos para visualização via internet, a Foscam, Intelbrás e a DLINK são exemplos de empresas que oferecem esses serviços.

O problema desssa solução para moradores de várias ruas distantes entre si ainda continua o mesmo, o local central onde o DVR deve ficar e toda a complexidade de puxar cabos até as câmeras, alimentar a energia do sistema, no-break etc e tal.

Câmeras Individuais + Armazenamento na Nuvem e Compartilhamento

 

Essa solução é o que chamo de Uber ou Airbnb da vigilância, distribuída e compartilhada. 🙂

  • Cada casa tem pelo menos 1 câmera conectada a internet e a um serviço de armazenamento de imagens. Existem soluções grátis para pequenos volumes e a partir de R$ 9,90/mês para armazenar por 3 dias.
  • Cabos de energia e internet apenas dentro dos limites de cada residência
  • Não existe o problema de propriedade comum sem a existência de uma associação e cnpj
  • Não existe central e o problema de quem vai gerenciar a central
  • Todos tem acesso as imagens assim como a opção DVR Melhorada
  • As câmeras podem ser Analógicas ou IP.
  • Câmeras IP podem ser programadas para detectar movimentos e tem imagens melhores.

Porque as câmeras IP são melhores? http://www.mknod.com.br/?q=ipcam-dezrazoes

Materia Olhar Digital sobre as vantagens das câmeras IP.

Câmeras POE?  Power Over Ethernet.   Outro detalhe a levar em consideração. Câmeras POE dispensam a necessidade de alimentação de energia independente. A alimentação é feita pelo próprio cabo de rede. Exige adaptadores, mas torna todo o processo menos custoso e trabalhoso. 

Ok, você aceitou a minha sugestão. Convenceu os vizinhos, contratram a instalação das câmeras e cada um tem a sua câmera ligada a internet apontada para vários pontos da rua, mas como fazer para que todos vejam as imagens?

Aí um ponto fraco que ainda estou trabalhando. Até o momento soluções como B-CAM, MONUV ou MAGNOCAM  vão exigir que um usuário seja o dono da conta geral, faça ele o cadastro das câmeras nos sistemas como se fossem dele e tenha o trabalho de coletar os pagamentos. O que é realmente chato, mas MUITO menos chato de que passar por todo esse processo de compra coletiva, cabos pelas ruas, achar uma central, manutenção etc.

Aqui um exemplo de um sistema de vigilância solidária. http://cameras.conseg.org.br/

 

A parte mais que afasta as pessoas de soluções desse tipo é o desconhecimento. O sistemas melhoraram muito em facilidade de instalação, principalmente nos grandes fabricantes das câmeras mais modernas, mas se você não é um aficionado de tecnologia e computadores vai ter dificuldades com certeza e terá que depender ou de um colega mais safo, ou mais apropriado para casos coletivos que é chamar profissionais cadastrados pelos fabricantes e solicitar avaliações e cotações das soluções propostas.

Outro trabalho coletivo a ser feito em conjunto com os instaladores é a seleção dos pontos, alcance visual, tipos de câmeras que dão melhor visão noturna. O grupo pode compartilhar informações via Whatsapp entre outros.

Quanto a vigilantes locais esses podem ficar com um tablet e ter acesso as câmeras também.

Quanto a Sistemas de Vigilância que disparam alarmes e chamam a Polícia o grupo de moradores pode ganhar força em conseguir melhores condições de preços a negociar um plano que abranja todo o conjunto de câmeras.

É isso. Espero ter ajudado a melhorar o nível de informação sobre o tema e motivado ao surgimento de vários de vigilância solidária.

Se tiverem novidades que melhorem as informações aqui colocadas por um “Leigo” não se acanhem.

A partir daqui o texto vai perder um pouco de coerência e consistência, pois é coleção de anotações ( enquanto leigo ) que fui fazendo ao longo do processo, foi interativo, ao final ja sabia de várias novidades, mas é didático anyway.

Anexos – Notas (algumas vezes erráticas :)) sobre o processo de vigilância solidária.

O nosso problema pode ser estudado/atacado em 3 dimensões:

1) seleção, aquisição e instalação das câmeras,
2) conexão a internet e acesso as imagens e
3) a vigilância em si.

Quanto as câmeras

  • Encontrei 3 tipos de sistemas de monitoramento: Câmeras Analógicas conectadas a DVR e Câmeras Digitais IP internet ou híbridos.
  • O mais comum são as Analógicas + DVR, são em geral + baratas, tem sistemas a partir de R$500,00 com 4 cameras.
  • Até o Extra vende (http://www.extra.com.br/construcao/SegurancaFerramentas/CamerasMonitores/KIT-CFTV-4-Cameras—DVR-4-Canais—4-Cabo-Coaxial-5189224.html)
    As câmeras usam um cabo específico e se conectam ao DVR. São mais limitadas e mais baratas. Em geral não gravam audio, e podem, exigem um HD extra para armazenar as imagens e
    dependendo do DVR serem conectados a internet. O que é um DVR ?
    (https://camerasviainternet.com.br/blog/o-que-e-dvr-ou-stand-alone-e-para-que-serve/).
  • As câmeras IP, são digitais, pode ser com ou sem fio (wireless) ou ambos, e dispensam a necessidade do DVR.
    Em geral se conectam a algum servidor na nuvem do fabricante da câmera e permitem acesso via computador ou do celular.
  • Podem ser ligadas por WIFI ou diretamente ao modem da NET (http://www.speedguide.net/routers/motorola-sbv5121-voip-cable-modem-349)
    ou roteador (http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-805887415-roteador-d-link-dir-615-wireless-n-300mbps-_JM)
    ou hub (http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-717028575-switch-hub-5-portas-10100mbps-rj45-rede-fast-ethernet-mymax-_JM).
  • WIFI simplifica tudo pois retira a necessidade do cabo de rede, mas perde em performance a medida que a câmera esta distante
    do roteador wifi. Entretanto é possível reforçar o sinal com repetidores.
    Se alguém quiser mesmo esticar cabos, os repetidores podem ser a melhor saída.
    (http://informatica.mercadolivre.com.br/redes-wireless-roteadores-access-points/repetidor-de-wifi)
  • Câmeras IP em sua grande maioria gravam audio, algumas tem até auto falante,
    podemos falar por meio delas para quem estiver perto da câmera. 🙂
  • Câmeras IP em geral oferecem recursos de detecção de movimento ou de ruídos.
    Desse modo os sistemas de captura só gravam imagens quando algo se move ou um ruído é escutado,
    economizando internet e espaço em disco na hora de armazenar o vídeo.
    Podemos inclusive determinar qual região da imagem deve ser detectado o movimento.
  • Nesse link aqui http://www.mknod.com.br/?q=ipcam-dezrazoes o autor lista 10 razões
    para se preferir as câmeras IP sobre as analógicas.
  • Quanto as câmeras IP, fiz uma pesquisa preliminar de alguns modelos para a hipótese de compra
    de câmeras fora do serviço de instalação e 2 me pareceram muito interessantes com reviews muito bons e exemplos de vídeos da qualidade da imagen no youtube. Esses reviews são feitos por especialistas ou curiosos que analisam produtos de n fabricantes, logo os testes me parecem confiáveis.
  • Uma é FOSCAM FI9900p com resolução de 1080, mais cara, em torno de R$ 1200 no Brasil http://www.buscape.com.br/camera-de-seguranca/fi-9900-p e a outra de 720p FI9803p http://www.buscape.com.br/camera-de-seguranca/fi-9803-p entre 680 a 800.
  • Alguns youtubers fizeram reviews e mostram a qualidade da imagem

  • Os videos estão em Ingles, mas é possivel ligar as legendas automaticas traduzidas.
  • De qualquer forma, caso o fornecedor tenha outras opções compatíveis devemos ficar abertos a sugestões. Não sou revendedor da FOSCAM :).
  • Aqui testes de outra câmera muito usada no Brasil a INTELBRAS.

  • O que é de matar é pensar no impacto dos impostos, a FI 9803p custa apenas $55 dólares na Amazon,
    https://www.amazon.com/FI9803P-Megapixel-1280x720p-Outdoor-Wireless/dp/B00M6TD4HO/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1489489430&sr=8-1&keywords=foscam+fi9803
    ou seja mesmo que peçamos via internet e a receita venha a cobrar todos impostos cabíveis, algo em torno de 100%
    considerando o custo do frete o custo seria de algo em torno de $110, bem menos que os 700,00.
  • É claro que comprando aqui, supostamente de empresas inidôneas teremos a questão da garantia etc. e tal o que não pode ser desprezado, ainda mais no Brasil.
  • Os links do buscapé indicam empresas de grande porte como ponto-frio, extra etc., mas ai deve ser difícil tirar partido de desconto de quantidades.

Claro que vão existir outros custos como postes de fixação, suportes, cabos de energia e internet eventuais domo para câmeras que ficariam ao tempo.

  • Tem sistemas que misturam câmeras fakes com reais para dar uma sensação maior de cobertura do que a real. Algumas tem até Leds e piscam para dar impressão de estarem ligadas (http://www.extra.com.br/construcao/SegurancaFerramentas/CamerasMonitores/Kit-5-Cameras-de-Seguranca-falsas-com-Led—CF5-6633589.html?utm_source=buscape&utm_medium=comparadorpreco&utm_content=6633589&cm_mmc=buscape_XML-_-MCNS-_-Comparador-_-6633589)

 

Quanto ao armazenamento e acesso as imagens

O Mangocam é uma solução australiana com boas referências e se diferencia da concorrência por ter detecção de movimento. Assim você grava aquilo que realmente interessa.

A lista de câmeras suportadas é enorme (https://www.mangocam.com/help/supported-cameras/)

Quanto a instalação e configuração das câmeras na internet

Aqui tem haver um consenso entre as opiniões dos técnicos que vão instalar os equipamentos e as dos moradores com sua experência podem sugerir os locais e visadas ideias para dar a melhor cobertura possível.

Intelbras e Foscam tem em seus sites a figura do parceiro cadastrado. Empresas e prestadores de serviço que conhecem bem os equipamentos de cada marca mais próximos dos moradores.

http://www.intelbras.com.br/onde-comprar

http://www.foscam.com.br/

 

 

O modelo de armazenamento na nuvem não descarta a contratação de empresa de vigilância que poderia ser feita de modo independente, pois bastaria fornecer a empresa o acesso as câmeras e estes por sua vez agiriam como vigilantes, dando alarmes, enviando carros ou chamando a policia.

Também não ficaria descartada a hipótese de que o posto de vigia da rua tenha acesso a internet e as câmeras via um tablet
barato que carregaria consigo. Serviria como “estação” de monitoramento móvel e contato entre o grupo de moradores. Assim ao caminhar pelas ruas ele pode ainda olhar as imagens de outras e consultar os moradores sobre situações duvidosas ou suspeitas via o Whatsapp.

Teríamos que ratear a conta de dados de um chip exclusivo de dados (algo em torno de 70/mes) e um tablet simples (ching ling)
e o vigia local.

 

 

 

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